O encanto da avó e a nossa perdição

Scan0003 (2) - CópiaAs antigas “bananilhas” no terreio de acesso à casa da avó eram o seu orgulho e a nossa perdição porque serviam de travão e amortecedor quando os carrinhos de madeira não paravam.

O caminho, sempre ladeado com flores cuidadas pela avó, era a nossa rampa de velocidade. Os carrinhos de madeiras desciam aos solavancos, saltavam nas pedras toscas e volta e meia limpavam as plantinhas que a avó tanto estimava.

O sermão era grande, tão grande que até ficávamos com pena do mal feito, mas as palavras acabavam por sair pelo outro ouvido sempre mais distraído e fortemente atraído pela doçura da avó.

Durante muitos anos as “bananilhas” resistiram a tudo e continuaram por ali mesmo depois da avó partir, para nosso encanto e local privilegiado para descansar.

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5 respostas a O encanto da avó e a nossa perdição

  1. Liz Garcês diz:

    Teresa a gordura estava toda nos pezinhos …. Lol!!!!!

  2. Liz Garcês diz:

    Tão esqucidas que Lizete teve muitos Anos em casa dias e noites .. Onde as meninas estavam no Funchal e emigradas .. Lizete varreu muito mas muito !!!!! .. E nâo sò!!! . Mas sim era uma entrada Linda .. Nao era so o pano que se escondia .. As calças cumpridas para o pai nao ver e o baton posto nos labios ao descer ao lañço ,, mas o Tio Tiago e outros sempre passavam a noticia … Tudo se passou!!!!!
    A menina Lita queria babozeirinhas do irmâo Antonio e de Teresa !!!! Mimada caganita !!!!

    • Lita diz:

      Pois era… muito chorei naquela casa!!!
      Custava-me muito ver toda a gente partir.
      Chegar a Setembro e voltar ao tempo cinzento e chuvoso.
      Se calhar guardo mais recordações tristes do que positivas… Lizete eu também fiz muitas bolhas nas mãos ao varrer aquelas pedrinhas com a vassoura de “chama/urze” e a cantarolar. Até porque essa era uma tarefa do sábado e avizinhava-se um dia de descanso.
      Lembro-me das tuas experiências culinárias e de umas bolas de Berlim que fizeram as delicias do Pai, estapor, isto é bom!!!
      Contudo, são as nossas memórias que o Mano, de forma brilhante, está a preservar. Obrigado!!!

      bj.

  3. quando iamos para a missa do parto madrugada escura ,as estrelas brancas a sair por dentro das bananilhas vermelhas era o nosso marco´saimos descalças p/ o pai não sentir até o caminho ,mais acima tinha um ternadouro de água que se perdia ,nessa altura de inverno corria pelas perfeitas pedras todas as semanas escafiadas e molhavamos os pés mas a esperiente de teresa trazia um paninho e colocava na parede do Raimundo até voltar da missa ,.(se tinha esses sapatos )eram azuis de camurça lindos eu só mudava o atacador (fita)consoante a roupa tinha todas as cores

  4. maria c garces diz:

    Para mim, era uma entrada de casa muito convidativa mas, o pior era qd a tinha de varrer!Pois, as pedras eram fundas e a vassoura embora feita de urze,muitas vezes estava bem gasta e,por isso dificultava o trabalho

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