Um dia longo

trabalho de fim de diaSexta-feira é dia de fisioterapia. A mãe chegou cedo a casa para o almoço e não gostou de ver a casa deserta. Começou a chamar por Marta com tanto entusiasmo que Encarnação deixou de tratar as semilhas e apareceu logo:

Não vejo Marta, tenho fome, não tenho nada que coma, quero cozer semilhas e não tenho gaz!

Claro que tudo tinha sido previamente combinado: o almoço já estava no microondas e a Paula estava a chegar. A mãe apenas se lembrou que devia ir esperar, a meio da tarde, Marta e Avelino ao autocarro.

Como a tarde foi longa houve tempo para fazer as rotinas do costume, um bolo para a visita do Divino Espirito Santo e, para evitar a sopa de agrião feita por Marta, açorda para todos, acompanhada de milho frito e chá de limão para acalmar todos os espíritos.

IMG00594-20130405-1946Avelino, apesar dos protestos, cuidou do quintal como só ele sabe cuidar e, depois, dedicou-se, por ordem da mãe, a esbulhar o milho para as galinhas que ele gostaria de ver na panela.

Marta ainda teve tempo para correr esbaforida do galinheiro porque viu um novo inquilino quase do tamanho da galinha e quase tropeçou na erva que tapa o caminho.

Amanhã será um grande dia. É Teresa a mandar. Ela vai buscar Lita ao aeroporto, almoçam na Ponta do Sol e seguem todos para a festa da cana-de-açúcar nos Canhas.

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2 respostas a Um dia longo

  1. maria c. garces diz:

    Mas que dias tao diferentes! ou melhor todos iguais porque;ha as surpresa da Mae e alguma tentativa de aliviar os dias de apoio a Mae com uma escapadela. Mas, nao nos esquecamos que o “Divino Espirito Santo ” esta a chegar a casa e tudo vai ser aliviado; ou nao?

    • Marta diz:

      Foi sim! senhora, aliviado. Eu explico: nada de limpezas gerais, água a rodos pelos tapassóis ou quintal, lista de compras, nem grandes arejamentos. Pelo contrário, na véspera, dia de grandes trabalhos, nós fomos passear, o que levou a mãe a ponderar na hora de entrada no carro “oh! mãe, eu devia ficar em casa a mondar o jardim para o divino espírito santo” e eu: mãe, força! e ela continuou em direcção ao carro. Viste? pensamento moderno.
      No dia propriamente dito, Teresa deu umas valentes correrias – almoço, jarras, decoração da mesa, trouxas para o carro, etc. e tudo correu bem! Há que saber dar a oportunidade/crédito a quem merece.
      bj e fica bem. mg

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