TRANSIÇÕES

<Como já aqui foi lembrado por Manuel, “apoiar a mãe e Avelino exige, de nós, uma atitude cada vez mais adulta, menos emocional e mais atenta e respeitadora das regras básicas que nos foram recomendadas pelos médicos”.

Amanhã Liliana chega e, depois de amanhã, Celina regressa ao trabalho. Entre tantos, este é um exemplo do “vai e vem” entre a Lombada e os diferentes locais em que a família se encontra, um exemplo das inúmeras transições que já são rotina no dia-a-dia de D. Aninhas e Avelino.

Todos nós somos diferentes e, por isso, há que manter uma certa uniformidade de procedimentos para não provocar “desorientações” que, a existirem, influem negativamente o estado de saúde física e mental de quem queremos ajudar.

Neste tempo em que cá estivemos, felizmente, pudemos assistir a uma evolução muito positiva do estado da mãe. Contudo, há “coisas” que, por muito bem que ela esteja, nunca mais serão como “antigamente”.

A título de exemplo, eis a  recomendação médica dada nesta última ida ao ortopedista:

  • não se pode curvar (baixar-se);
  • não pode fazer movimentos bruscos;
  • não pode pegar em pesos;
  • não pode fazer “ginástica” em casa;
  • só pode fazer exercícios na fisioterapia.

Todas estas recomendações são imperativas porque o tempo de recuperação vai ser muito longo e será mais longo ainda se aquelas indicações não forem seguidas.

Por causa destas recomendações e também porque constatámos que o ato de se baixar lhe provocava dores e ligeiros desequilíbrios, optámos por colocar as coisas de uso diário no armário da cozinha que está mais ao “nível” de D. Aninhas, evitando que se baixe ou que se estique para buscar uma chávena, caneca ou prato, nos “sítios antigos”. No início, ia sempre aos locais habituais mas, passados 2, 3 dias, lá se foi habituando apesar de, algumas vezes, ainda fazer o movimento de se baixar para, por exemplo, pegar o açucareiro.

ROTINAS A SEGUIR:

  • De manhã, a mãe e Avelino estão ao cuidado da Paula: Avelino vai para o Centro de Atividades Ocupacionais e, depois, a mãe segue para o Centro de Dia;
  • Se o filho ou filha der uma voltinha enquanto eles estão “fora”, deve regressar a casa por volta das 16 horas;
  • No regresso do Centro de Dia, a mãe, enquanto puder, fará o que gosta de fazer em segurança na companhia da filha ou do filho presente (preparar o jantar, descascar semilhas, tratar das galinhas, ..).
  • Avelino, se estiver para aí virado, cuidará das plantações e, claro, dará a sua voltinha.
  • Durante a noite, ligar o dispositivo de alerta sonoro na porta das escadas. Isto é mesmo NECESSÁRIO porque, apesar de a mãe estar aparentemente “bem”, uma vez ou outra ainda abre esta porta pensando que vai à casa de banho – a Paula já sabe como funciona.
  • Seguir a posologia indicada no placard. Os momentos e doses das tomas dos medicamentos têm de ser responsavelmente seguidos. Não tomar o medicamento da hora do almoço pode provocar desequilíbrios emocionais graves. Por outro lado, sempre que se for ao médico dever-se-á levar o “saquinho” dos medicamentos que também contém a posologia.

Como Manuel escreveu aqui: “simples e prático para que uma ou duas semanas não se transformem no agravar dos problemas para quem vier a seguir.”

Esta entrada foi publicada em Família. ligação permanente.

2 respostas a TRANSIÇÕES

  1. sonia fernandes diz:

    Ora!!! Aqui está uma senhora (dona Aninhas) que lá vai uns bons anitos….fazia distribuição de bordados cá da nossa terra, onde a minha mãe e muitas outras senhoras fizeram os pontos para a caixa pois era assim que falavamos antigamente (até parecia que não havia a segurança soçial…..também queria aqui salientar que parte da minha infância passei em casa da prima Ana pois era assim que eramos educadas e ainda hoje em dia ….ainda lembro muito bem como se fosse hoje, de ver a nossa modista da época a fazer um fato para minha mãe e arranjava bainhas, bordava, ia à fazenda, etc……e ainda me lembro da máquina da fazer casacos de lã….são memórias que jamais esquecerei, e a prima ANA ainda me cofunde com a minha irmã Zeza….diz sempre (tu és as Zeza ???? eu digo sempre não!!! sou a Sónia) lá diz a prima ANA: -Ah pois, tu trabalhas no Centro ….sabe, a minha cabeça já não está lá grande coisa e por isso que baralho o nome.
    Um bem-haja para a prima ANA e toda a sua família que tanto a apoia) bjs.

  2. Marta diz:

    Quem as tirou?! Foi eu! foi eu!
    Ainda bem que puseste o gorro, de contrário a mãe levava 3 “ninhos”.
    Mandei hoje o calendário.

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