Lombada, 3 Dezembro 2012

Hoje foi de sol, por sinal até, bem quentinho. A mãe acordou devagarinho já perto da hora do almoço com o sol a entrar pela corredora dentro e começou logo a falar.

Estava a sonhar com a Dona Fátima dos Açores, estava a falar com ela” e mudou logo de tema: “Isto vai passar, para um lado ou para o outro. Agora tem que ser!”.

Depois passou ao tema das galinhas: “Querem ser mortas para comprar outras. Mas quem comprar outras levam tempo a pôr ovos. Vem habituados aqueles alimentos!”.

Perguntou pelas horas mas não se impressionou com as 12H50. “Ainda é cedo! Bem, cedo já não é”. Mas, como não tinha fome por ali ficou.

Passados algum tempo chamou para outros “afazeres” e passou à sala de televisão onde um grande senhor ocupava todo o ecrã: “Olha aquele é gordo!”.

Mais tarde, recordando os tempos do pai sentado no sofá a ver  “O Preço Certo” concluiu o seu raciocínio sobre os gordos: “Lá vai fazendo as tontices e aguentando na televisão”.

O dia terminou com a queixa do costume e um pedido que já parecia esquecido: “Estou toda moída. Há umas contas na cabeceira? Dá-me as contas”.

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Uma resposta a Lombada, 3 Dezembro 2012

  1. Marta diz:

    “12h50, perto da hora do almoço” ?! Como estamos numa de remeniscência paterna… “estupor! o almoço é pelas 3 horas?”
    A mãe tem-se esquecido de rezar?! deve estar mesmo com dores…

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