Afinal não foi Lita a mandar

Mandar em nossa casa não é tarefa fácil. Quem manda diz sempre que não manda, não vá alguém dizer que tem o nariz arrebitado.

Este ano, se não foi Lita, foi Teresa. Alguém, em dia festa, depois de uma noite de espetadas, bailaricos, encontrões e corridas, deu ordem para acender o forno e meter lá para dentro tudo, desde as batatas até à carne para o almoço.

Claro que só podia ser Teresa para obrigar a mãe a sair de casa só depois de acertado o vestido novo, comprado em Londres, todo florido, a condizer com o verde musgo do seu Valentino, embora sem grandes folhos e adornos.

Aliás, foi tal a canseira a arranjar a mãe que as manas prestaram homenagem ao pai quando,  calmamente, descia o lanço ouvindo com atenção o sermão através dos altifalantes da igreja.

Também, como ele, sentaram-se nos banquinhos do fundo da Igreja porque no coro reinavam as cantorias. Tudo porque o importante era a procissão. A única diferença era que o pai deixava a cervejinha para depois da procissão, reservava o fim da tarde e a noite para isso.

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