Há figos madurinhos

Já vão longe os tempos em que a figueira grande era, nesta altura do ano, o nosso local de eleição. Logo pela manhã, com um pedacinho de pão amaçado para a festa, fazia-se um festival nos ramos da figueira.

Os mais experientes marcavam os figos quando começavam a luzir e, antes que o pessoal desse conta, gabavam-se de já ter provado ou, para fazer inveja, apreciam, em casa, com meia dúzia de figos no bolso. A avó também era exímia na tarefa e, tantas vezes presenteava, as netas com uma inesperada abada de figos.

Havia sempre o cuidado de mostrar à mãe um figuinho bonzinho para aumentar a gritaria das meninas a pedir ajuda, enquanto rondava os ramos baixos da figueira. Altino e António eram exímios no espectáculo. Lá do cimo dos ramos mostravam as beberas e, depois de muito clamor, apanhavam um ou outro, por encomenda, e atiravam para o avental das irmãs.

Este ano a primeira “gabarola” de serviço foi Teresa que descobriu os primeiros figos já passadinhos, dispensados pelos melros. No entanto, a verdadeira artista é Lita que anda “aflita”, com a força deles.

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