Recordar a avó

Antes de um dia de festa, a avó sentava-se no terreiro de pedra pequenina ou no caminho que desce até ao portal e, pacientemente, com a faquinha na mão, arrancava as ervinhas que teimam sempre em nascer entre as pedrinhas da calçada. Era um ritual, uma imagem da sua presença. Para a avó era impensável, quase um escândalo, um dia de festa com ervinhas entre as pedrinhas da calçada. No mínimo era sinal de desmazelo. Por isso, neste final de ano, terreirinho bem limpo para a avó se rir um pedacinho das nossas travessuras.

 

Esta entrada foi publicada em Família. ligação permanente.

2 respostas a Recordar a avó

  1. Marta diz:

    Consegue-se compor um quadro lindo e terno com o que dizes.

  2. odilia diz:

    Agora é o lodo que dá lugar as ervinhas.

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