A MÃE ANDA CALMINHA

A ternura

À vez, de acordo com a consciência de cada um, temos vindo a cumprir aquilo que o pai pediu insistentemente no final da sua vida: «Cuidem da mãe como cuidaram de mim».

Todos sabemos que doenças diferentes revelam comportamentos diversos. Cuidar da mãe não é a mesma coisa que cuidar do pai… é mais exigente.

Graças a Deus que, tanto Avelino como a mãe, têm andado muito bem, apesar de alguns comportamentos  que, por serem próprios da doença, não podemos modificar.

Pensamos que algumas coisas contribuíram muito para que estes dias fossem maravilhosos:

  • Medicamentos a horas certas, cumprindo escrupulosamente o receituário médico;
  • A bela sesta a seguir ao almoço – mesmo que às vezes seja de curta duração;
  • O mistério das chaves escondidas para evitar os “passeios matinais” de Avelino e o excesso de dinamismo da mãe logo pela manhã;
  • Acompanhar a mãe nas suas “rotinas terapêuticas”: ida ao galinheiro, visita ao Poço do Ulheiro, observar as diferenças do jardim e das plantas do portal, etc.
  • Passeios curtos e variados para motivar conversas diferentes;
  • Pouco tempo de exposição à música das festas e estar afastada dos palcos dos conjuntos para evitar o som excessivamente alto e forte;
  • Aproveitar os convívios do almoço e do jantar para falar das coisas boas do passado – só as coisas boas;
  • Permanecer calmo e falar clara e pausadamente, num tom de voz nem demasiado alto nem demasiado baixo;
  • Evitar conversas sobre as nossas angústias, tristezas ou lamúrias;

Por outro lado, temos todos de nos habituar às situações normais desta doença:

  • Esquecer-se das coisas recentes;
  • Mexer em muitas coisas aos mesmo tempo;
  • Baralhar-se com as suas coisas;
  • Momentos de irritação e de implicação;

Nesta situação, a Paula é um importante e indispensável auxílio. Saibamos reconhecê-lo respeitando as condições acordadas com Fátima: evitemos riscos desnecessários. Em relação a isso, damos o nosso testemunho: não foi necessário dizer-lhe nada porque ela já estava inteirada de tudo o que precisava saber para cuidar de Avelino e da casa.

Temos de conhecer os nossos limites agradecendo o auxílio precioso da Paula e, mais importante, termos consciência de que a nossa presença, a nossa ternura e o nosso amor são indispensáveis à vida da mãe.

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