UM ESTADO DE ALMA

Olá, Fátima, Teresa e Celina e outras madames “pós 50”.

Estou numa fase muito complexa dos 50 anos – farto-me de falar nisso o tempo todo: são doenças que aparecem do nada, são mazelas por coisas que antes não faziam “mossa”, são traços na cara e no pescoço que ontem não estavam lá, … – é difícil aceitar isso de uma forma airosa, calma, tranquila… – Todo o mundo passa por isso e é uma estupidez pegada…

Porque é que não aceitamos a velhice?! Porque é que queremos ser jovens?! Queremos relacionarmo-nos com jovens? Não, porque não nos dizem nada para além de mostrar pele jovem! Queremos fazer coisas de jovens num corpo velho?! Que coisas? E para quê? Para falhar a meio e ver a figura ridicula que fizemos?! Queremos parecer novos? Por trás? Pela frente? Por trás, quando derem a volta fazem esgares, pela frente é apenas ilusão porque se se ver ao perto nada engana. Queremos usar roupa jovem? Barriga e mamas à mostra?! Isso é bonito? Em quem? E porquê? Se a roupa clássica é bonita q.b.. então porque raio ficamos infelizes com a idade que vamos fazendo?? Não sei, mas estou em vias de ir sabendo… só tenho que refletir mais e melhor. Aqui fica uma referência sobre este assunto do bloguista João Gonçalves “Portugal dos Pequeninos” que Manuel gosta e eu passei a gostar de há uns tempos para cá. A frase a vermelho é de uma sabedoria cruel, impressionante, é tão natural… mas eu não a verbalizaria nunca assim (mas é por isto que ler é uma forma de felicidade). Desculpem se isto não vos interessa (isto é: se já ultrapassaram esta fase) e só vos estou a maçar; se não for o caso espero que ajude.

Bj MG

Revejo-me muito neste “auto retrato” do Vasco Pulido Valente escrito por irónica ocasião dos seus cinquenta anos. «Dantes andava-se e esquecia-se. Agora, a vida pára. Repete-se. Um mês é igual ao anterior e ao próximo e ao seguinte. Não acontece nenhuma coisa diferente, só acontecem coisas indiferentes. Por qualquer razão obscura, não se consegue descobrir o sítio onde as coisas acontecem; e elas já não acontecem onde aconteciam.(…) Eu penetrei na impropriamente chamada meia idade desta maneira: ou seja, aflito. O céu caiu-me em cima sem aviso. Nestas crises, segundo o costume, as pessoas agarram-se: à família, ao trabalho, às ambições. Reparei que os meus amigos se agarravam. Um a um, consoante a sua natureza, transformaram-se em secretários de Estado, políticos respeitáveis, académicos triunfantes, altos funcionários ou pais extremosos. Vários preferiram a virtude, ideológica ou sexual. Com meritórias excepções, quase todos se encaminharam.»

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2 respostas a UM ESTADO DE ALMA

  1. LILIANA diz:

    Meu Deus!!!

    Por onde andas-te no fim-de-semana?
    O que viste á tua frente?Que maturidade, foi uma bela analise mas chegas-te á conclusão que em todas as idades podemos ser belas,com sabedoria, inteligência e a cima de tudo ser feliz com todos os contratempos de uma passagem na terra.

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