RECORDAR A TIA MARIA – procissão das velas

Na véspera do 13 de Maio, a tia Maria tinha por hábito limpar a sua casa de uma ponta a outra e, à noite, acender todas as luzes, enquanto decorria a procissão das velas.

A emoção com que vivia aquela noite era tão forte que, ainda hoje, quem mais de perto viveu com ela não pode ficar indiferente ao ver a imagem de Nossa Senhora de Fátima a passar, iluminada por milhares de velas, na estrada em frente à sua casa.

Este ano, fez-se tudo como a tia Maria costumava fazer. A mãe foi até à igreja mas, com receio do grande percurso da procissão das velas que desce até ao Campo da Barca e sobe até à Escola Salesiana, optou por regressar à varanda da casa de Ilda que, nesse dia, tinha regressado de Londres.

Avelino desceu a Rochinha a medo, quase sempre empurrado para não se perder da família e subiu no seu passinho de passeio habitual mas acabou, puxado por Marta, Teresa, Manuel, Ilda e Dulce, colocando o resto das velas na rotunda, em frente à Escola Salesiana.

A tia Maria, que deve ter visto tudo calmanente, gostou de ver tudo e até ficou satisfeita com o chá bem quentinho servido por Ilda e Heliodoro para consolo de todos e combater o frio da noite e a “molengueza” de Avelino, sempre que anda connosco.

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