O NOSSO PICADEIRO

O picadeiro, outrora um local onde além se de rachar a lenha também se provavam valentias, está lentamente a desaparecer por falta de uso adequado.

Ainda há sinais do último tronco de madeira rija escolhido pelo pai, já lá vai mais de uma década. A madeira está a desaparecer enterrada na terra e já não há farpas dispersas para facilitar acender o lume.

No passado tudo era diferente. Havia sempre troncos de madeira à espera do machado e a mãe a reclamar que não havia lenha rachada ou que estava muito verde.

Para o pai, muita lenha era sempre sinónimo de desperdício… e, ao contrário de outras casas, nunca se empenhou em acumular, no verão, uma montanha de lenha para o inverno. Apesar dos protestos da mãe, preferia ver os paus encostados à parede à lenha rachada…

Para nós, rachar lenha, era provar que o machado batia certo no pau e não ao lado. A pontaria certeira era motivo de admiração para os desconfiados que espreitavam ao passar no caminho.

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