A SOPA COM MUITA CEVADINHA EM HOMENAGEM À MÃE

Fátima não trabalhou na segunda-feira de Carnaval e o facto merece especial referência, porque foi por uma causa muito nobre: a mãe e as manas tinham de passar pelo cabeleireiro de Liliana, antes do cortejo em Sesimbra.

O problema foi a enchente no cabeleireiro que as mãozinhas da Sara ajudaram a resolver, para que todas as tias e a avó pudessem assistir ao desfile da grande concentração de palhaços, todas com os cabelos prendados.

Claro que em casa havia outro drama. A sopa de cevadinha deveria cozer lentamente mas as cozinheiras andavam de cabeça no ar, bem distantes de tais preocupações.

Com muito sacrifício os homens meteram mãos à árdua tarefa e as carnes, tudo o que havia, foi para dentro da panela. Cozida a carne despejaram na panela o saco da cevadinha, estilo mãos largas, sem calcular quantidades.

“Ai que horror“, disseram as manas só para impressionar a mãe quando, só no final do dia chegaram a casa, depois de muita festa e muita compra. E ainda faltavam as misturas finais e os raspanetes pelos esquecimentos da praxe, a começar pelo feijão.

O certo é que a sopinha de cevada, à moda da mãe, ficou um espanto. Toda a gente comeu bem, estilo prato a cagulo, e sobrou tanta que dava para o dobro das pessoas. Claro, Liliana não foi de modas e despachou tudo em recipientes de plástico e até o Victor, coitadinho, não queria mas teve de levar para não passar fome na escola.

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