A ESTRANHA MODA DOS CABELOS CURTOS

Os cabelos da tia Maria quando, no início da década de sessenta, regressou do Congo Belga, eram motivo de admiração e alguma surpresa, especialmente para a avó.

A tia tinha o cabelo cortado curto e pequenos caracóis distribuídos por toda a cabeça. Era, segundo creio, uma permanente bem feita e bem cuidada.

Naturalmente que, na Lombada, os costumes era outros… Ainda se discutia se as mulheres podiam ou não cortar o cabelo e, talvez, por isso, a grande curiosidade da avó em saber como se fazia aquilo.

A tia explicou que para manter os cabelos assim era necessário ir ao cabeleireiro pelo menos uma vez por semana para lavar e pentear, não se podia fazer em casa e a sua mágoa era não poder ir mais vezes.

A avó ouviu as explicações despachadas e rápidas da tia Maria e fixou sobretudo a referência de que, nos cabeleireiros, os homens é que sabiam tratar bem dos cabelos: «Ó minha filha, mas ao menos não podia ser uma mulher?! Agora … um homem, o tempo todo a mexer ali nos cabelos!…»

A tia apenas sorriu toda satisfeita.

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