O PAI SÓ EMBIRROU COM A ANONEIRA ATÉ AO DIA…

Teresa, Lizete e Altino no poço que existia junto à noneira.

Quando o pai comprou a nossa casa havia duas anoneiras grandes na entrada do lado do jardim.

Uma estava plantada onde ainda hoje se encontra uma sua “irmã”, ao lado da levada, e a outra bem ao meio de um pequeno recanto, de terra batida, com banquinhos de madeira, que servia de pré-sala de visitas e até de escola primária quando a professora se lembrava de mais umas cópias ou ditados em conjunto para os mais atrasados.

Quando o pai passava com um molho ou com um barreleiro cheio e esbarrava nos ramos pendentes da anoneira o nosso coração tremia ao ouvir:

“Estpor! Vou rolá-la pelo troço!”.

Para nós a anoneira, nos tempos de Inverno, era melhor que os gelados de hoje. As anonas caíam no chão e, pela calada, cada um escondia as suas guloseimas, nos buracos das paredes à espera de amadurecer.

Um dia o pai levantou-se e viu muitas anonas no chão. Provou uma que estava partida, gostou do sabor e… passados uns tempos levantou, com uma vara, os ramos pendentes da anoneira. Por isso, há sempre uma anoneira a embelezar a entrada da nossa casa.

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Uma resposta a O PAI SÓ EMBIRROU COM A ANONEIRA ATÉ AO DIA…

  1. lizete diz:

    Manual todos este contexto sao muito marcntes na nossa vida. nao sei como te recordacao de tudo isto.

    ESTPOR es mesmo espertinho!..
    Tens a quem saia , filho do Janes!
    Estudou para padre…… Valente!…

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