O PASSEIO A ÉVORA

O passeio a Évora, no dia 11/08/2009, foi um dia bem passado, apesar do dia de sol abrasador… nada que uns vidros abertos do carro, uns bonés ou umas garrafinhas de água não tivessem resolvido. O pretexto foi a visita de Ilda e Heliodoro.

A viagem começou no Seixal, Lourinhã. Celina, Victor e Marta partiram em direcção de Arruda, onde Manuel e Dulce tinham as uvas e figos preparados para a viagem. Dali seguimos para Alcochete, onde Reis,. Fátima, Altino, Ilda e Heliodoro engrossaram a trupe.

Parámos em Vendas Novas para almoçar umas bifanas, às quais se seguiram os figos e as frescas uvas de Manuel.

Antes de chegarmos a Évora, fomos ver o menir e cromeleque de Almendres:

O Menir dos Almendres, um monumento que os arqueólogos julgam estar intimamente ligado ao Cromeleque que é um monumento megalítico que está situado numa encosta voltada a nascente, na freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe, concelho  e distrito de Évora. Trata-se do monumento megalítico mais importante de toda a Península Ibérica, não só devido à sua dimensão, mas também, devido ao seu estado de conservação. É também considerado um dos mais importantes da Europa. A formação desse cromeleque foi iniciada no final do sexto milénio a.C. e terminada no terceiro milénio a.C..

Finalmente em Évora: começamos pelo templo romano, passámos pela Sé Catedral, visitámos a Igreja de S. Francisco e a sua Capela dos Ossos e, por fim, sentámo-nos no Café da Arcada, na Praça do Giraldo, para saborear deliciosas e frescas iguarias.

Embora o templo romano de Évora seja frequentemente chamado de Templo de Diana, sabe-se que a associação com a deusa romana da caça originou-se de uma lenda criada no século XVII. Na realidade, o templo provavelmente foi construído em homenagem ao imperador Augusto, que era venerado como um deus durante e após seu reinado. O templo foi construído no século I d.C. na praça principal (fórum) de Évora – então chamada de Liberatias Iulia – e modificado nos séculos II e III.

A Igreja de São Francisco em Évora é uma igreja de arquitetura gótico-manuelina. Construída entre 1480 e 1510 pelos mestres de pedraria Martim Lourenço e Pero de Trilho e decorada pelos pintores régios Francisco Henriques, Jorge Afonso e Garcia Fernandes, está intimamente ligada aos acontecimentos históricos que marcaram o periodo de expansão marítima de Portugal.

A Capela dos Ossos tem as suas paredes e os pilares centrais revestidos com crânios e várias partes de ossos humanos, unidos com cimento; foi construída nos séculos XVI e XVII por monges que quiseram contemplar e testemunhar a breve passagem da vida. Por cima da porta está uma inscrição pintada que relembra aos visitantes a sua própria mortalidade: “Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos”.

O número de ossos que decoram a capela foi estimado em 5.000 e a lenda conta que os mesmos eram de soldados que morreram numa grande batalha ou que foram vítimas da peste. É também provável, que os ossos tenham sido recolhidos de outros cemitérios das igrejas circundantes. Nesta altura muitas pessoas eram enterradas perto das igrejas, quando ainda não havia cemitérios como os de hoje.

Na Capela dos Ossos, além da decoração nas paredes, existem dois cadáveres pendurados junto ao tecto. As suas identidades são desconhecidas, mas há várias histórias. Segundo uma lenda os esqueletos são de um homem adúltero e seu filho menor que foram amaldiçoados pela esposa ciumenta. Os ossos dos monges responsáveis pela decoração do interior estão num pequeno caixão branco dentro da capela.

Já no regresso a casa, por insistência de Marta, parámos em Montemor-o-Novo para ver o seu bonito castelo, o convento de Nossa Senhora da Saudação onde pudemos observar uma exposição de fotografia do holandês Erwin Olaf e, mesmo no final, as escavações arqueológicas que, mais uma vez, provam a ocupação romana e árabe da região.

O Castelo de Montemor-o-Novo, edificado no monte mais elevado da região, assenta provavelmente no lugar de um antigo castro pré-histórico, com posterior ocupação romana e, depois, árabe.

Na época da reconquista cristã, coube ao rei D. Sancho I, a sua passagem para a posse portuguesa, para no reinado de D, Dinis, por volta de 1365, se proceder a grandes melhorias nas defesas.

Montemor-o-novo, que pertenceu a D. Nuno Álvares Pereira, conheceu anos de muita prosperidade, a partir do século XV, devido ao facto de Évora ser residência dos reis, por largos períodos, o que incentivava o comércio em a toda a região.

O terramoto de 1755, causou bastantes danos no castelo, que viria a necessitar de obras de reparação. Depois de ter resistido aos ataques durante as invasões francesas, foi progressivamente abandonado, acelerando-se o estado de ruína ao longo do século XX.

Actualmente o castelo conserva o lanço principal da muralha, protegida por onze torreões cilíndricos e as ruínas da alcáçova, ou Paço dos Alcaides, uma construção de inícios do século XIII.

Chegados a Alcochete, estava à nossa espera o jantar feito pela Ariete e a companhia de Lita e André. O convívio, o atum e o salmão vieram mesmo a calhar… porque depois, veio o merecido descanso.

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2 respostas a O PASSEIO A ÉVORA

  1. Sara Pacheco de Sousa diz:

    Boa noite, senhores e senhoras donos e donas deste sítio.
    Eu sou a Sara Pacheco e sou bisneta de Antônia Janes, nascida em Serra dos Aimorés.
    Eu gostei muito do sítio e cheguei aqui procurando informações sobre o sobrenome JANES, que nos é comum.
    Por acaso, conhecem a história da família Janes? Podem partilhar comigo? Nem que seja só algumas linhas?
    Não conheci a minha bisa e eu sou muito curiosa em saber da origem deste sobrenome. Conhecem algum histórico da presença dos JANES em Minas Gerais?
    Muito obrigada.

    Sara.

  2. Sara Pacheco de Sousa diz:

    Boa noite, senhores e senhoras donos e donas deste sítio.
    Eu sou a Sara Pacheco e sou bisneta de Antônia Janes, nascida em Serra dos Aimorés.
    Eu gostei muito do sítio e cheguei aqui procurando informações sobre o sobrenome JANES, que nos é comum.
    Por acaso, conhecem a história da família Janes? Podem partilhar comigo? Nem que seja só algumas linhas?
    Não conheci a minha bisa e eu sou muito curiosa em saber da origem deste sobrenome. Conhecem algum histórico da presença dos JANES

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