FEIJÃO: A NOSSA RIQUEZA DE OUTRORA

No passado, o feijão era, na nossa casa, um produto abençoado. O feijão dava dinheiro e, por isso, não se contabilizavam os esforços para o cultivar. Era semeado em terra sempre adubada, tinha direito a rega semanal e uma vara segurava duas canas.
Quando começava a secar tirava-se a folha, uma a uma, para evitar a contaminação de pragas e para a satisfação dos animais. Depois de seco, arrumavam-se as varas todas direitinhas e o feijão seguia para o armazém onde, para nós, formava uma montanha. Numa noite convidavam-se os vizinhos, havia água-pé, peros e muita risota e a montanha baixava rapidamente.
No entanto, ficavam sempre os intermináveis restos e, todas as noites, a família cumpria o ritual da esbulha do feijão até ao dia em que o comprador chegava com agulha e fio grosso para cozer os sacos de feijão seco. Era o nosso descanso!…
Depois vieram as pragas e tudo acabou. Hoje, é a alegria da mãe sempre à procura de novas variedades, por sinal bem encarnadinhas!
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