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Teresa e a mãe experimentaram a cadeira do poder das flores da Madeira. Teresa, sempre apressada, nem deixou a máquina focar a sua perfeita combinação de cores e harmonia com as flores. A mãe, embora mais calma, também não parece muito animada. A cadeira parece ter as costas muito largas!…
Parece bilhardice, mas não é verdade. Estão apenas a elogiar a rica toalha bordada de Teresa e a recordar os tempos em que se bordava a sério no campo. A mãe levantava-se quase todos os dias mais cedo para bordar um bocadinho. Era um ritual e quase uma obrigação nos tempos em que nem electricidade havia. Ainda recordo a satisfação da mãe quando ia ao Funchal, ou nas primeiras saídas da Madeira, a aproveitar a luz eléctrica para colocar o seu bordado em dia.

Teresa anda toda vaidosa com o vaso de orquídeas quase brancas que ostenta junto à grande janela da sala. Este ano foram sete hastes… O vaso deu tanto nas vistas que teve direito a estagiar na Igreja do Livramento durante três meses… Agora, mais abençoado, regressou a casa para repousar… até à próxima Primavera.

Teresa e Manuel reuniram a família para receber em sua casa a visita do
Divino Espírito Santo… com bandeiras, “saloias” modernizadas a cantar afinadinho e em português com um cestinho de vimes para guardar os bombons… só faltava o Sr. Padre. Os leigos tomaram conta da incitativa.
Antes houve almoço de família com “espetada do lombo” escolhida por Manuel depois de consultar três talhos.
A mãe estava satisfeita. Na igreja a sua presença foi assinalada porque era o Dia da Mãe e, em casa de Teresa, teve oportunidade de explicar as tropelias da filharada toda presente na grande foto da nossa família. Fiquei com a impressão que a mãe só tinha olhinhos para as meninas lá de casa… Eram todas muito prendadas!
MJ
Com as «saloias» e com a toda a Madeira em Festa, vamos também cantar:
«Desce à terra luz bendita vem o teu povo animar as nossas almas visita nossos passos vem guiar.» ——-«Vinde Espírito Santo às nossas almas dar luz para que nós triunfemos lá na Pátria com Jesus».
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Igreja da 1ª Lombada
- Igreja da 1ª Lombada
A devoção ao Espírito Santo na Madeira
A devoção ao Espírito Santo na piedade popular madeirense enraíza na mesma descoberta da ilha em 1420, e no início do povoamento, por meados de 1425.
O Espírito Santo recebe a primeira manifestação de fé do descobridor. Ao fazer o reconhecimento da zona de Câmara de Lobos, Zarco terá já demarcado no próprio terreno o espaço dedicado à futura construção duma Capela em honra do Espírito Santo, ermida que ainda hoje constitui o centro das manifestações devocionais e da mesma Festa do Pentecostes, nesta comunidade paroquial. Também é vulgarmente conhecida como Capela da Imaculada Conceição.
Na primeira igreja construída em honra de nossa Senhora da Conceição, que o vulgo, pela sua localização, chamou do Calhau, o mesmo Zarco dedicou uma capela interior ao Espírito Santo.
Com o desenvolvimento da Madeira e o seu crescimento populacional, outras capelas Lhe foram dedicadas. É orago da paróquia da Calheta.
Recebeu devoção especial numa capela erigida em sua honra no Caniço, no extremo leste da Capitania do Funchal. Quando foi necessário construir uma nova igreja, nesta localidade, por se encontrar em ruínas a primitiva ermida, o Espírito Santo passou a ser co-padroeiro conjuntamente com Santo Antão, que era titular de uma outra capela erguida pela população na margem esquerda da mesma ribeira, mas pertencente já à Capitania de Machico. Ainda hoje se mantêm dos dois titulares, com fortes expressões de fé.
Na paróquia da Ponta do Sol, João Esmeraldo erigiu uma Capela em honra do Espírito Santo, a qual foi dedicada pelo Bispo em 1508, e em 1527, instituiu um morgadio com a mesma invocação na Lombada da Ponta do Sol.
No convento de São Francisco, no Funchal, demolido no século XIX, havia uma capela dedicada ao Espírito Santo. O mesmo acontece no Convento de Santa Clara, assim como na matriz de Santa Cruz e na de Machico. A Capela da Encarnação, em Santa Luzia guarda relação com o Espírito Santo sob cuja acção o Verbo se fez carne.
No Porto Santo, a antiga Capela do Espírito Santo deu origem a uma nova paróquia em 1960 e nela tem ainda a sua sede.
A grande devoção do povo madeirense ao Espírito Santo manifesta-se também nas pinturas dos seus símbolos, as línguas de fogo e a pomba que embeleza-ram as igrejas e capelas.
Concomitantemente, foram criadas pela diocese além, confrarias e irmandades do Espírito Santo, com o objectivo de manter e assegurar a realização de actos de culto ao Paráclito divino.
Com Gonçalves Zarco, vieram também para a madeira os frades franciscanos, que definitivamente, também tiveram uma influência decisiva nesta particular devoção.
As manifestações exteriores de devoção ao Espírito Santo de maior expressão, são as «Visitas Pascais» ou vulgarmente denominadas «Visitas do Espírito Santo», que chegaram até aos nossos dias. Elas realizam-se entre o II Domingo da Páscoa e a solenidade da Ascensão. Entre os seus objectivos, está uma recolha de fundos para a Festa do Espírito Santo, para o «Bodo» ou a «Copa», para ajuda aos mais carenciados, ou para a fábrica da igreja, uma visita e bênção às famílias, levando até elas a presença da Páscoa.
Para o povo madeirense em geral, esta visita constitui uma verdadeira «Festa», pois reúne-se toda a família, para receber «O Espírito Santo», que vem abençoar a casa, a família. Os familiares mais chegados vêm de longe, convidam amigos e vizinhos, e todos podem participar da «Festa»: refeição melhorada, bolos, doces, bebidas licorosas, etc. Respira-se, normalmente, um espírito de fé, pois a visita é recebida com muito respeito e muita dignidade, e as ofertas costumam ser substanciais.
Na zona urbana, e onde se construíram aglomerados habitacionais, para onde emigram famílias não enraizadas na comunidade, sente-se, evidentemente maior dificuldade nesta acção pastoral.
A Visita Pascal é, normalmente, presidida pelo Pároco, ou seu representante, que procura alternar em cada ano, até visitar toda a paróquia, que vai acompanhado por pessoas, homens ou mulheres, revestidos com opas vermelhas. Uma leva a Bandeira e outra o pendão com as Insígnias do Espírito Santo, que são beijadas pelos visitados, e ainda outra leva a bandeja ou «coroa» onde são depositadas as ofertas. Por vezes também ainda vai o ceptro, reminiscências das primeiras iniciativas que aproveitavam a Festa do Pentecostes, para demonstrar que o Espírito Santo é, de facto, o «Pai dos Pobres».
Normalmente também vão duas «saloias», trajando de vermelho ou o traje típico regional, todas enfeitadas de ouro, as quais vão cantando os versos tradicionais do Espírito Santo. Podem ir ainda um ou dois tocadores de instrumentos regionais, sobretudo «Braguinha» e «Machete”, os quais podem ou não ser remunerados.
Manuel Gama, in http://www.agencia.ecclesia.pt
Aqui vão as fotos dos anos de Teresa.
São 52 e foram comemorados ao pequeno almoço, porque de manhã é que começa o dia, (se bem que tenha começado mal para o “morto” deitado sobre a mesa) com licor de banana, café e bolinhos .
Então, desejamos-te que faças muitos mais e de preferência com licor para todos nós, cá, deste lado do Atlântico.
Beijos MG
A mãe vai a Itália com T., de 18 a 25 de Agosto – BOA!…
No passado Domingo, dia 18 de Maio, enquanto no Continente alguns irmãos se juntaram para comer as favas da horta da Celina, a Teresa, a mãe e Avelino foram ao Caniço ver o Cortejo da Cebola.
O cortejo percorreu, a partir das 16 horas, as principais artérias do centro da freguesia do Caniço, tendo registado a presença de 300 figurantes, entre crianças e menos jovens.
Avelino gostou muito de ver o cortejo, fartou-se de rir e de bater palmas… Imaginam Avelino a rir?! É bom saber…
No dia 10 de Maio, houve uma Celebração Ecuménica no Jardim Municipal do Funchal, integrada na “Festa dos Povos” – “Run4unity08″. Esta celebração envolveu as Igrejas Católica, Luterana Alemã, Pesbiteriana e Anglicana, tendo sido organizada pelo Secretariado Diocesano das Migrações e Turismo.
O evento foi integrado nas “Comemorações dos 500 Anos da Cidade do Funchal-Uma porta aberta para o mundo” e foi testemunhado pela Teresa que nos enviou a fotografia































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