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Com a presença de Ilda e Helidoro, e também do Gil, os irmãos e tios conseguiram mais facilmente ultrapassar o trauma de não poderem estar presentes na festa da Lombada.
Depois de uma noite a tentar ver os touros nas Festas de Alcochete, a família reuniu em Arruda para a tradicional espetada madeirense sempre acompanhada pela brigada de apoio: era vê-los sentados a “apoiar”…
Teresa passou por Lisboa, no regresso de uma longa “viagem de negócios” pela China.
Foram dez dias de viagem, dois dias em cada hotel de luxo, para admirar as belezas e, sobretudo, a grandeza da China e, de um modo mais particular, as surpresas do Oriente.
A Teresa veio encantada e chegou com os olhos verdadeiramente em bico… com as mudanças dos fusos horários, mas satisfeita com a aventura.
A recebê-la no Aeroporto de Lisboa estiveram a Lita, o Faustino e o seu carro novo!
Depois, na Arruda, foi a recepção da família para a Teresa passar, mais suavemente, do luxo asiático aos costumes, usos e tradições lá de casa.
Apesar das trocas de sono a Teresa portou-se bem graças à sangria misteriosa do Victor, desta vez elaborada com água-pé fresquinha e uns originais ossos de vaca assados em pau de louro, iniciativa de Altino, também ele vindo de Londres.
Teresa matou saudades da fruta, da semilhinha, da batata-doce e das couves que lhe faltaram durante toda a viagem; contou histórias da China, falou da máquina da limpeza das ruas, das massagens, da Grande Muralha, dos pauzinhos para o arroz, das comidas estranhas, dos prédios enormes e bonitos… mostrou as fotografias que fez e prometeu contar mais novidades depois de dormir bem.
Claro que não foi bem assim. Teresa dormiu mas acordou como se ainda estivesse na China. A salvação foi uma visita de estudo e grandes compras, pelos centros comercias na companhia das irmãs, antes de regressar ao Funchal, já a pensar no trabalho.
Para assinalar a chegada do Verão organizou-se em Arruda dos Vinhos um animado campeonato entre equipas de figos, sardinhas, caracóis e bolo gelado da Lúcia.
Para fugir aos pardais, os figos entraram cedo na jogada e demonstraram desenvoltura adequada para a época acabando por ganhar a partida inicial apesar do desprezo que foram votados por alguns magrizelas mais novos habituados a papinhas dos bares das faculdades.
As sardinhas, mais populares, portam-se bem. Estavam luzidias, gordinhas, e, com uma ligeira passagem pelas brasas marcaram vantagem no campeonato.
Depois, o bolo gelado da Lúcia marcou pontos pela inovação, pela criatividade e, sobretudo, pelo desempenho no palato de alguns meninos da mamã.
Os caracóis andaram pela farinha à procura de sinais exteriores de beleza e foram de certo modo, os vencedores do campeonato, conjuntamente com o gelado da Lúcia pela sua abrangência em termos de aplausos.
Anda muita gente invejosa com as plantinhas a crescer.
Para mudar o rumo à conversa e elevá-la a um patamar mais elevado, aqui ficam algumas imagens de frutos que já se podem comer, mastigar, saborear… ou desejar apenas.
A cena passa-se numa quinta de Arruda, muito “in”, entre várias pessoas da mesma família já muito alargada de irmãos e irmãs, cunhados e cunhadas, filhos e filhas, primos e primas,… todos preguiçando ao sol, entre várias idas à mesa para beber o seu “refresco” e comer a sua entremeada acompanhada de semilhas, salada e “baginha” cozida em água e sal.
No meio deste bulício, quatro das irmãs, deslocam-se para uma zona mais recatada, tiram os “abafos” (desnecessários perante o sol ardente daquele domingo), trocam as t-shirts de alta “calidad” e “prantam-se” no meio do caminho principal da quinta.
Gerou-se logo grande agitação, pois o que começou por ser um leve murmúrio transformou-se rapidamente em grande burburinho (e, nesta altura, a gasolina ainda estava a preços razoáveis…):
Porque foram ali para o meio do caminho? Que conversas provocariam tais risos? Seria do vinho da quinta? Aquilo é coisa de “bizalhas” ou então já estão meias “contentes“…
Enfim, interrogações e mais interrogações… aquela indignada e “abaratada” gente não estava a “atremar” aquilo…
A certa altura, D. Paco, Marquês de Carabás e donatário por usocapião da Quinta das Antas, “amachorrado” (com modos de macho) resolveu dar resposta a tais inquietações da plebe:
- Cá para mim, aqui em cima deste tractor Shibaura S330, apesar de algum complexo de culpa por nada fazer, o que aquelas distintas madames querem, é fugir ao trabalho que, naquele momento, estava a ser solicitado.
Nota: Qualquer semelhança com a realidade é pura fantasia dos leitores.
Não é todos os dias que se apanha a mãe em flagrante condução de uma motorizada.
Reparem só no estilo do perfeito ajustamento à inclinação do condutor… e no estilo das curvas e a segurar no volante!…
É só para fazer inveja a muito menino e menina que não sabe cozer uma semilhinha com casca… quanto muito andar de motorizada aos 80 e tal anos…
Mas atenção!… Tudo isto é feito com muito juizinho…


































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