You are currently browsing the monthly archive for Dezembro 2008.

Começamos o ano com mais estes aniversariantes:

Dia 6 – Michael

Dia 14 – Victor

Dia 20 – Sónia

Dia 21 – Carlos

Dia 29 – Nakita

Um bom ano para os aniversariantes de Janeiro, para toda a família e para todos aqueles que passam por este blogue.

We hope 2009 brings all of you much joy and happiness.

anonovomadeira

Eis as fotos do Natal do Gil… algures nos trópicos…

"Lapinha" - presépio tradicional na ilha da Medeira

"Lapinha" - presépio tradicional na ilha da Medeira

No Funchal a festa foi mais à moda antiga. A mãe passou o Natal em casa de Teresa e a festa meteu Missa cantada, romaria organizada a preceito e muitos doces.

A grande novidade foi a espectacular participação de Teresa na representação do Nascimento do Menino de Jesus no papel de Nossa Senhora. Tudo correu na perfeição até porque o menino mamou antes da Missa e, por isso, nem chorou. Um êxito a merecer a atenção dos “espertos” na matéria e, certamente, uma candidatura a próximas iniciativas.

O Tio Manuel Ferreirinha fez de pastor e cantou tanto que ficou com a voz rouca. Avelino andou encantado com tanta festa.

Agora ficamos à espera das notícias sobre a passagem do ano…

fogo_artificio3

Lapinha. É com este termo que na Madeira se designam os «presépios», que desde séculos tão generalizados estão entre nós. Julgamo-lo uma palavra peculiar deste arquipélago. Deve ser o diminutivo de «lapa» com o significado de furna, gruta ou cavidade aberta em um rochedo, por analogia ou semelhança com o local do nascimento do Divino Redentor. É possível que em outros tempos conservassem essa analogia ou semelhança, mas, ao presente e na generalidade, as «lapinhas» madeirenses são armadas sôbre uma mesa, tendo como centro uma pequena escada de poucos decímetros de altura, de três lanços contíguos, e no topo da qual se coloca a imagem do Menino Jesus. Em todos os degraus da escada e em torno dela estão dispostos os «pastores» e vários objectos de ornato, por vezes bem estranhos e sem próxima afinidade com o resto do presépio. Em obediência às condições do meio, terão algumas características próprias, como sejam as ornamentações com os ramos do arbusto «alegra-campo» e dos fetos «cabrinhas», que lhes imprimem uma feição pitoresca e alegre. Terão uma certa originalidade os chamados «pastores», isto é, pequenas figuras de barro de grosseiro fabrico local, que quási sempre não representam pastores ou zagais mas indivíduos das várias camadas sociais.

Ainda são muito vulgares as «lapinhas» com as chamadas «rochinhas», consistindo estas no simulacro de um pequeno trecho de terreno muito acidentado, feito de «socas» de canavieira e que geralmente conserva na base uma pequena «furna» representando o presépio em minúsculas figuras de barro.

Existiam, mas hoje são já muito raras, estas mesmas «rochas», talhadas em maiores proporções e em que se viam igrejas, estradas, pequenas povoações etc., embora sem grande harmonia no conjunto, mas oferecendo um certo e original pitoresco. Vid. «Natal».

—————————————————

Natal. As festas do Natal duram na Madeira desde o dia em que se comemora o nascimento de Jesus até o dia de Reis, havendo durante êste tempo muitos folguedos, descantes e outras manifestações de regozijo, que poetizam esta bela quadra do ano. As refeições são melhoradas, e rara é a casa onde não aparecem a carne-de-vinho-e-alhos e os bolos de mel, assim como outras iguarias que são desconhecidas durante o resto do ano. Os templos enchem-se de povo por ocasião da missa do galo, em que a imagem do Deus-Menino é muitas vezes dada a beijar, e para completar as festas e solenidades do Natal, há ainda os presépios ou lapinhas, alguns deles verdadeiramente notaveis pela riqueza e variedade de seus adornos. Não há muitos anos, era uso nalgumas freguesias da Madeira «pensar» a imagem do Deus-Menino na noite do Natal, isto é levá-la e vesti-la sôbre um estrado colocado dentro da igreja, sendo êste serviço prestado sempre por uma rapariga, mas tal uso cremos que desapareceu, assim como um outro que consistia em oferecer ao mesmo Deus-Menino na referida noite, varias produçcões da terra. Rapazes e raparigas, vestidos com trajos antigos, conduziam piedosamente ao templo as suas ofertas, anunciando em seus cantares, por vezes muito harmoniosos, a quem eram destinadas as mesmas ofertas.

O velho habito de consagrar todo o dia de Natal à vida e festas recatadas da familia tende a desaparecer, e as ruas da cidade, desertas outrora naquele dia, apresentam-se hoje quasi tão movimentadas como na primeira, segunda e terceira oitavas. É, no entretanto, durante estes três dias, que o povo continua a santificar não obstante ter sido dispensado disso pela Igreja, que principalmente se realizam as visitas e os cumprimentos de boas festas, os quais entre o povo rude são acompanhados quasi sempre de abundantes libações, descantes e outros folguedos, que se estendem até horas mortas da noite. Desde a vespera do Natal até á Epifania, estrugem por toda a parte as bombas e busca-pés, com grave risco não só dos transeuntes, mas também daqueles que os atiram, muitos dos quais tem sido vitimas das suas loucuras e imprudencias.

O habito não muito antigo, de despedir o ano velho e receber ao ano novo com toda a especie de fogos de artificio, é aquêle que mais chama a atenção dos forasteiros, sendo na verdade um espectaculo imponente e belo o que oferece a cidade do Funchal e seus suburbios ao avizinhar-se a hora da meia noite do dia 31 de Dezembro, quando por tôda a parte se acendem os fosforos de côres e sobem aos ares os milhares de foguetes e granadas com que os madeirenses festejam a passagem dum para outro ano, na esperança de que aquêle que principia lhes traga tôdas as venturas que lhes negou o que vai sumir-se na voragem dos tempos. A noite de 31 de Dezembro é muito animada no Funchal, sendo a cidade percorrida por grandes ranchos que se dirigem para varios pontos dos arredores, ao som de machetes e violas, para daí contemplarem os festejos da meia noite.

É no dia 7 de Janeiro, após os Reis, que se desmancham as lapinhas e tudo volta á normalidade, mas algumas pessoas conservam os presepios armados até o dia 15, festa de Santo Amaro, que é, na opinião de alguns, quando devem ser dadas por findas as manifestações de regozijo do Natal, tanto do agrado do bom povo madeirense.

Vid. Lapinha.

Fernando Augusto da Silva, Elucidario Madeirense , vol. II, Funchal, 1965, pp.211, 406-407

in http://www.ceha-madeira.net/

li-mar-lita-faApesar da crise e das ameaças do Pai Natal a festa deste ano da família foi espectacular e representou uma viragem no centro das atenções.

As tias, as verdadeiras tias da família, foram as rainhas da festa em vez dos mais pequeninos com excepção do sobrinho Guilherme.

Foram elas que arrecadaram o maior número de presentes e, ainda por cima, os melhores.

Mas tudo correu bem a começar pelas ordens firmes e seguras da Tia Fátima: Missa do Galo para todos, cantada por um coro de “tias molengonas”; bacalhau e couves; canjinha para recordar os tempos do sapatinho da lareira e no, dia de Natal, peru recheado com “molhanga” a condizer para a festa ser realmente ecológica.

diog-guiA Tia Liliana estreou uns sapatos de vaca finória com novo formato a contrastar com os exemplares bicudos das outras tias.

Este ano, o sobrinho mais novo da família fez de Pai Natal. Com prontidão, o Guilherme conseguiu entregar todos os presentes com a simples leitura de apenas uma letra… arrebatando um prémio extra para o desempenho do papel até aqui reservado aos adultos.

O novo Pai Natal confessou no final que a festa do Natal nem foi boa nem foi má: “foi mais ou menos”; “tive dois action mens, um livro de ler, um estojo com lápis e canetas, borracha, cola, tinta e pincel; uma pista com três carros, uma mota e uma lanterna para ir à Arruda”.

grupo-verfilme2“O Pai Natal veio a seguir à Missa do Galo, da ilha dele até à casa da Tia Fátima de trenó” – revelou o Guilherme depois de dormir e confessar que para o ano espera distribuir outra vez os presentes.

Foi uma noite de celebração, de convívio e de relembrar dias passados através das fotos projectadas na parede de casa de Fátima.

.

.

image001Que todos consigamos viver este Natal com saúde, alegria, paz, amor e generosidade.

Em 2009, que o Deus-Menino encha de graças e bênçãos a nossa e todas as famílias.

Concentração da romaria

Concentração da romaria

Manuel fez 60 anos e, embora a data fosse para passar despercebida, a família quiz assinalar a data com pompa e circunstância à moda da Lombada.

A mãe deixou as hortas e, com as “manobras” de Teresa, foi com os filhos todos até Arruda dos Vinhos; Altino deixou Londres e arranjou um porquinho que andava faminto (segundo relato do Gui) à beira da estrada; Lizete deixou Londres e veio “saborear” uma verdadeira tarde de chuva; Marta deixou o Porto e veio “curtir” um friozinho do sul; Celina e Rosa mandaram, com antecedência as devidas mensagens; de Alcochete veio uma romaria superior à da Lombada; da Lourinhã partiu um “expert” em sangrias e um arquitecto especializado; de Fernão Ferro vieram os benfiquistas.

A cerimónia, encenada em segredo, apanhou S. Pedro distraído e foi devidamente abençoada por uma copiosa chuva, de manhã até à tarde. No entanto, isso não impediu a imaginação para fazer umas quadras que, depois de curto ensaio, saiu uma beleza:

Na nossa longa viagem
Trouxemos um bom companheiro
A fome nos acompanhou
E o porco chegou primeiro.

O programa foi sempre acompanhado com aquela imprescindível lama que se prende a tudo o que é sapatos, de preferência finórios.

Mas isso, não fez esmorecer o folclore e a animação e, sobretudo, a alegria da mãe por voltar a ver tanta família reunida.

O porquinho, devidamente “tratado” por mestre Altino e ajudante Reis, portou-se como mandam as regras da Lombada e, num ápice, inundou um “panelão” para alegria de todos.

Depois, vieram os bolos, as frutas, a sangria, vinhos variados do norte e do centro do país e, por fim, um cafézinho ao cimo de uma rampa, criada de propósito, para degustar umas semilhinhas à moda da Madeira.

Ao contrário do que é habitual nestas datas, desta vez houve discurso a condizer com a cerimónia:

- Muito obrigado a todos, a começar pela mãe e a terminar em Liliana… Muito obrigado a todos pela mensagem e pelo testemunho do espírito de família que sempre nos foi incutido desde pequeninos.

Tão bela cerimónia não dispensou uns momentos de aquecimento em torno de uma braseira improvisada que, além de nos aquecer, encheu de fumo as luxuosas roupas que os convivas traziam vestidas.


O Diogo fez 19 anos. A data foi assinalada com um jantar reservado à família que o Diogo aproveitou, da melhor maneira, para apresentar a sua nova imagem.

Mais culto, mais equilibrado, cada vez mais alto e agora trajando riscas esverdeadas, o Diogo esbanjou conhecimentos sobre a actualidade sem nunca cair no humor banal. Chegou mesmo a criticar, separando o trigo do joio, certos aspectos menos conseguidos dos programas de humor que pululam nas nossas televisões.

Em pouco mais de meia hora foi possível resolver os problemas da corrupção, da educação, do guarda-redes do Benfica e até clarificar a história dos três Reis Magos que, o mais certo, é nunca terem existido.

Claro que o ponto de partida para esta viragem está no ambiente familiar, na escola e no intenso treino desportivo onde se aguardam feitos notáveis.

Por tudo isto a festa foi calma, a conversa foi amena e houve tempo para tudo. Para degustar uma saborosa galinha à militar, receita especial da casa, cujo segredo não foi revelado. No entanto, sabemos que o animal, já sem penas, deve ter passado, lentamente, nas lagartas de um veículo da primeira guerra de modo a que todos os ossinhos ficassem do mesmo tamanho.

O bolo estava divinal e o champanhe, distribuído com mão de mestre pelo Diogo, ainda mais. O problema foram as velas que dificilmente se apagavam por falta do conveniente e apropriado discurso… prometido para o próximo ano.

As representações do nascimento de Jesus em pinturas, relevos ou frescos começaram a surgir desde o século IV. No ano de 1223, S. Francisco de Assis decidiu celebrar a missa da véspera de Natal com os cidadãos de Assis de forma diferente: assim, esta missa, em vez de ser celebrada no interior de uma igreja, foi celebrada numa gruta, que se situava na floresta de Greccio (ou Grécio), que se situava perto da cidade. S. Francisco transportou para essa gruta um boi e um burro reais e feno, para além disto também colocou na gruta as imagens do Menino Jesus, da Virgem Maria e de S. José.
Os presépios passaram a ser assim entendidos como uma pequena narrativa, inspirada nos relatos dos Evangelhos, mas a verdade é que em Portugal alguns deles representam uma outra interpretação teológica, mais ligada à entronização do Menino.

Menino Jesus no "trono" - tradição no Algarve

Menino Jesus no "trono" - tradição no Algarve

A região da Provença (sul de França) foi o grande centro de irradiação do presépio com raízes medievais. No Natal, surge o Menino Jesus glorioso, triunfante, o Salvador, o Senhor e Rei do mundo.
Este presépio foi levado pelos portugueses para a Ilha da Madeira, para os Açores e para o Brasil. Em Portugal, ainda podemos ver este presépio no Baixo Alentejo e no Algarve.
O Presépio tradicional algarvio conserva as raízes medievais. É um trono ou altar armado em escadaria. O Menino Jesus está de pé, no cimo do trono. À volta coloca-se verdura, Ramos de laranjeira. Na escadaria colocam-se laranjas e searinhas germinadas.
Cerca de 9 dias antes do Natal as famílias preparavam-se para “armar o Presépio” ou “armar o Menino”, geralmente em cima de uma cómoda na entrada da casa. Lavava-se a casa e colocava-se uma toalha branca com rendas sobre a dita cómoda, sobre a qual se armava um altar em escadaria, com 3 ou mais degraus, também eles cobertos por toalhas bordadas ou rendas. No topo do trono era colocado o Menino.
Para tornar a decoração mais rica, eram adicionadas laranjas, com a respectiva rama, e searinhas de trigo. A colocação destes elementos tinha também o propósito de que o Menino abençoasse as colheitas do próximo ano.
No início da década de oitenta o Pe. José da Cunha Duarte, pároco de São Brás de Alportel iniciou a recolha das imagens feitas pelos pinta-santos algarvios. Na Igreja Matriz arma-se o presépio tradicional, em escadaria, com laranjas e searinhas e o Menino em cima do trono. A igreja também se reveste de panos como foi tradição nos séculos XVII e XIX.

Lapinha

"Lapinha" - presépio tradicional na ilha da Medeira

"Lapinha" - presépio tradicional na ilha da Madeira

Na Madeira, este presépio é conhecido como “lapinha”. O Menino Jesus está de pé, no cimo do trono. À volta coloca-se verdura e na escadaria coloca-se fruta com as “searinhas”. Uma lamparina acesa está sempre presente.
As lapinhas madeirenses são armadas sobre uma mesa, tendo como centro uma pequena escada de poucos decímetros de altura, de três lanços contíguos, e no topo da qual se coloca a imagem do Menino Jesus. A imagem apresenta-se com coroa, ceptro real, manto, mundo na mão, para assinalar a realeza e a senhoria de Cristo, de acordo com o espírito medieval.
Este é um património doméstico entre as tradições do Natal, que ocupa lugar primacial no seio das famílias cristãs, e liga tradições religiosas à vida e natureza locais. Desde a Idade Média, resiste a todas as inovações, embora com adaptações próprias de cada local, como sejam as ornamentações com os ramos do arbusto “alegra-campo” e dos fetos “cabrinhas”.
Na Madeira são ainda montadas as chamadas “rochinhas”, com papel pintada sobre uma estrutura que suporta o presépio, ajudando dar a ideia dos montes e vales, com os típicos socalcos.

Fonte: Agência Ecllesia

No dia 1 – Reis

No dia 4 – Rosa

No dia 5 – Diogo

No dia 11 – Manuel

e claro… no dia 25 – Jesus

Mixwit