Um domingo, um sábado, um feriado, … é sempre pretexto para sair de casa e entrar em contacto com a esplendorosa Natureza que a Ilha da Madeira nos oferece…

Levou muito tempo a combinar… mas, quando chegou a altura, saíram de casa com tudo o que é preciso para fazer uma espetada. Destino? Claro… Chão dos Louros.

Rapidamente se acendeu o lume, colocou-se a carne no espeto de louro e…

- Primeiro tem que se sacudir o sal…

- Com cuidado para ficar gostoso…

- Não pode ficar muito seca…

Enquanto os mestres da espetada estavam nisto, as senhoras puseram a mesa a jeito. Entretanto, Avelino lá ia olhando… olhando… certamente pensando já na fome que apertava..

– Ai se eu tivesse aqui umas “semilhinhas”…

Depois, toca a saborear a espetada que na Madeira tem sempre outro sabor… e que sabor…

- Oh ladrão! – sempre dizia o “ti Tiago”.

Uns sempre de pé, outros sempre sentados… é que depois da carne… não queriam largar as uvas nem o cesto das “abêberas” (uns figos “gordos” com pingo de mel no olho…)

CONCLUSÃO:
São estas pequenas coisas, estes momentos em que estamos juntos, o CONVÍVIO, a que nem todos dão o devido valor que, DEPOIS…, nos ficam na memória e no coração.
Esta família é o que é porque tem passado muitos momentos como o das fotografias.
São momentos como este que prolongam e dão sentido à nossa vida…