A cena passa-se numa quinta de Arruda, muito “in”, entre várias pessoas da mesma família já muito alargada de irmãos e irmãs, cunhados e cunhadas, filhos e filhas, primos e primas,… todos preguiçando ao sol, entre várias idas à mesa para beber o seu “refresco” e comer a sua entremeada acompanhada de semilhas, salada e “baginha” cozida em água e sal.

No meio deste bulício, quatro das irmãs, deslocam-se para uma zona mais recatada, tiram os “abafos” (desnecessários perante o sol ardente daquele domingo), trocam as t-shirts de alta “calidad” e “prantam-se” no meio do caminho principal da quinta.

Gerou-se logo grande agitação, pois o que começou por ser um leve murmúrio transformou-se rapidamente em grande burburinho (e, nesta altura, a gasolina ainda estava a preços razoáveis…):

Porque foram ali para o meio do caminho? Que conversas provocariam tais risos? Seria do vinho da quinta? Aquilo é coisa de “bizalhas” ou então já estão meias “contentes“…

Enfim, interrogações e mais interrogações… aquela indignada e “abaratada” gente não estava a “atremar” aquilo…

A certa altura, D. Paco, Marquês de Carabás e donatário por usocapião da Quinta das Antas, “amachorrado” (com modos de macho) resolveu dar resposta a tais inquietações da plebe:

- Cá para mim, aqui em cima deste tractor Shibaura S330, apesar de algum complexo de culpa por nada fazer, o que aquelas distintas madames querem, é fugir ao trabalho que, naquele momento, estava a ser solicitado.

Nota: Qualquer semelhança com a realidade é pura fantasia dos leitores.