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Para assinalar a chegada do Verão organizou-se em Arruda dos Vinhos um animado campeonato entre equipas de figos, sardinhas, caracóis e bolo gelado da Lúcia.

Para fugir aos pardais, os figos entraram cedo na jogada e demonstraram desenvoltura adequada para a época acabando por ganhar a partida inicial apesar do desprezo que foram votados por alguns magrizelas mais novos habituados a papinhas dos bares das faculdades.

As sardinhas, mais populares, portam-se bem. Estavam luzidias, gordinhas, e, com uma ligeira passagem pelas brasas marcaram vantagem no campeonato.

Depois, o bolo gelado da Lúcia marcou pontos pela inovação, pela criatividade e, sobretudo, pelo desempenho no palato de alguns meninos da mamã.

Os caracóis andaram pela farinha à procura de sinais exteriores de beleza e foram de certo modo, os vencedores do campeonato, conjuntamente com o gelado da Lúcia pela sua abrangência em termos de aplausos.

Numa destas tardes, observando o pôr do sol da …….. dei comigo a pensar:

- Mas porque é que toda a gente fala de hortas? Ponham os olhos na horta da mãe…Ela esfrega-se a cuidar da horta, e vocês?! Vejam e aprendam, seus AMADORES: Há feijão em 3 fases – comestível, vingando e pensando se vêm agora ou tem de esperar pelos romeiros do Agosto ou do Setembro.

NOTA: Esta fotos foram enviadas por Teresa e lamça-nos este desafio:

  • Quero ver quem consegue adivinhar onde é este por do sol às 21.36h. Dou 50€…

 

A Fátima já nasceu espertinha e, talvez, por muito refilar, nunca foi lá muito gordinha.

Aprendeu com facilidade a mexer-se e, desde pequenina, soube transformar em vantagem o que, à partida, parecia ser uma desvantagem.

Descobriu, desde muito jovem, o grande segredo da amizade e soube tirar daí vantagens para si e para os outros.

Na família, foi a percursora dos estudantes com mentalidade de trabalhadores.

Bem, mas tudo isto foi no passado. Hoje há uma nova geração que não quis deixar de prestar o seu testemunho nesta desta memorável e festiva:

GUI, Sr. Guilherme:

A Fátima é fixe! Só não sabe lá muito bem jogar à bola e não dá gomas…

VAS, Sr. VASCO:

A Fátima is verry arrumadinha…

NAK, Sra. Nakita:

A fátima is VIP -”very important person” of simpatia…

SAR. Sra. Sara:

A Fátima é porreira mas não percebe é muito de penteados…

JOA, Sra. Joana:

A Fátima é fogo, manda como a mãe. Felizmente, manda menos vezes…

BRU, Sr. Bruno:

A Fátima dava um bom árbitro, se treinasse muito…

DIG, Sr. Diogo:

A Fátima é uma óptima jurista. Consegue elaborar pareceres sem ser formada em leis…

AND, Sr. André:

A Fátima é uma óptima gestora da indústria caseira. Falta é muitas vezes às explicações do mestre na matéria lá de casa…

SER, Sr. Sérgio:

A Fátima é bué fixe, apesar das ensaboadelas…

Anda muita gente invejosa com as plantinhas a crescer.
Para mudar o rumo à conversa e elevá-la a um patamar mais elevado, aqui ficam algumas imagens de frutos que já se podem comer, mastigar, saborear… ou desejar apenas.

Todos já sabemos que a verdadeira horta é a da mãe, lá na Lombada.

Mas o que é que querem?… A Celina não fala de outra coisa!…

- Então? As fotos já estão no Blog?

- Já puseram as canas no feijão?

- Como é que está o milho?

- Aquela árvore do jardim já tem folhas?! Não acredito….

Por isso, aqui estão as provas de que, apesar de não ser aquela horta, mesmo horta, esta não deixa de ser uma espécie de horta… convenhamos…

Na Madeira, quando falamos na devoção religiosa das gentes do norte da ilha o que nos vem à memória é a romaria do Senhor Bom Jesus (no primeiro domingo de Setembro). Quando se fala em religiosidade e também quando se fala em folia.
O Senhor Bom Jesus é uma das devoções mais antigas da Madeira que terá aí surgido desde 1466 com Manuel Afonso Sanha um colono oriundo de Braga que fez transplantar para a sua sesmaria na Ponta Delgada o seu patrono.
Antigamente, a afluência dos peregrinos ao local de romagem era grande e fazia-se através dos caminhos que ligavam o local ao sul da ilha, por via de Boaventura ou de S. Vicente. Deste modo na última semana de Agosto era desusado o número de peregrinos que calcorreavam a pé as encostas íngremes.

Antes, descia-se o “lanço”, hoje pega-se no carro e vem-se rapidinho da Lombada para a Ponta Delgada.

O pai e a mãe nunca faltam a esta festa. As fotografias testemunham a Festa de 2005, aqui na companhia de Lizete. Hoje, tanto o pai, como os avós ou a tia Maria, continuarão a ir à grande Festa do Setembro porque somos nós que os levamos na nossa memória.

A mãe vai a Itália com T., de 18 a 25 de Agosto – BOA!…

O gatinho apareceu lá em casa e o pai achou interessante o ar espevitado do bichinho.

Para o cativar entregou-lhe de mão beijada uma espinha grande que em pouco tempo ficou limpinha. Mas o objectivo era que o gatinho, em agradecimento, seguisse as voltinhas do pai pelo lagar.

O gatinho agradeceu a espinha mas não foi na conversa. Mesmo assim conquistou o direito a dormir na casa de banho da rua e leite numa tijela.

Perante cenário de má educação decidimos educar, como deve ser, uma gatinho. Assim só tinha direito a leite se andasse atrás de nós.

O gatinho aprendeu a lição e tudo correu bem até que um dia desapareceu para não mais ser visto…

(MJ)

Um domingo, um sábado, um feriado, … é sempre pretexto para sair de casa e entrar em contacto com a esplendorosa Natureza que a Ilha da Madeira nos oferece…

Levou muito tempo a combinar… mas, quando chegou a altura, saíram de casa com tudo o que é preciso para fazer uma espetada. Destino? Claro… Chão dos Louros.

Rapidamente se acendeu o lume, colocou-se a carne no espeto de louro e…

- Primeiro tem que se sacudir o sal…

- Com cuidado para ficar gostoso…

- Não pode ficar muito seca…

Enquanto os mestres da espetada estavam nisto, as senhoras puseram a mesa a jeito. Entretanto, Avelino lá ia olhando… olhando… certamente pensando já na fome que apertava..

– Ai se eu tivesse aqui umas “semilhinhas”…

Depois, toca a saborear a espetada que na Madeira tem sempre outro sabor… e que sabor…

- Oh ladrão! – sempre dizia o “ti Tiago”.

Uns sempre de pé, outros sempre sentados… é que depois da carne… não queriam largar as uvas nem o cesto das “abêberas” (uns figos “gordos” com pingo de mel no olho…)

CONCLUSÃO:
São estas pequenas coisas, estes momentos em que estamos juntos, o CONVÍVIO, a que nem todos dão o devido valor que, DEPOIS…, nos ficam na memória e no coração.
Esta família é o que é porque tem passado muitos momentos como o das fotografias.
São momentos como este que prolongam e dão sentido à nossa vida…