A nossa casa sempre esteve rodeada de flores.


Quando o pai comprou a casa à família dos Bacalhaus, havia um jardim grande (coisa rara para a época) junto ao caminho, ao lado de um grande damasqueiro.
Foi, durante anos, o nosso primeiro cenário para as fotografias e um dos locais privilegiados para as rosas e gereberas cobiçadas para os “enfeites” da igreja.
O pai queria vinho e fez a latada. A mãe protestou e a vinha nunca cresceu bem em cima do jardim. O pai acabou por se render…
Depois, o jardim cresceu, alargou-se e até foi ocupar o lugar da vinha com a plantação de estrelícias que, hoje, dá as boas vindas a quem entrar em casa.
Hoje, já não há cafeteiras, latas, penicos velhos com flores e, muito menos, a ordem diária para regar as flores.
Há vasos grandes e pequenos com plantas multicolores que decoram a entrada da casa. Uma roseira grande no balcão com flores quase todo o ano (o pai dizia baixinho para não se estragar senão a mãe brigava!) e os vasos com fetos e avencas que a mãe nunca, nunca dispensa.

(MJ)