“Passamos a grande Ilha da Madeira,
Que do muito arvoredo assim se chama,
Das que nós povoamos, a primeira,
Mais célebre por nome que por fama:
Mas nem por ser do mundo a derradeira
Se lhe aventajam quantas Vénus ama,
Antes, sendo esta sua, se esquecera
De Cipro, Gnido, Pafos e Citera.
Luis de Camões
- Mapa da Ilha da Madeira
- Madeira – Costa Norte
- Crassulaceae – Cacto
- Levada na Lombada
- Floresta Laurissilva
- Agapanthus – Coroa de Henrique
- Trifolium – Trevo
- Floresta Laurissilva
- Água fresca da Lombada
A Ilha da Madeira está para a nova realidade portuguesa (descobrimentos), como as ilhas gregas Cipro (Chipre), Gnido, Pafos e Citera, estavam para os poetas clássicos. É sintomática a instabilidade que se reflecte na poesia de Camões através da coexistência das referências geográficas que apontam para o passado, presente e futuro. O velho mundo sofre o influxo das mudanças operadas pelos descobrimentos tentando recuperar um passado mítico. O povo português olha para o presente e vê o futuro, mas temendo-o, volta-se para o passado a fim de melhor o compreender.
Os Lusiadas” é formalmente vinculado à tradição clássica (poema épico), reflecte o presente (a glória resultante dos descobrimentos) e aponta para o futuro (a superação das contradições da época).










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1 comment
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Setembro 1, 2009 às 1:06 am
Eleutério Gouveia Sousa
Sou da Lombada dos Marinheiros Faja da ovelha e moro no Brasil. Lindas as suas fotos.
Eleutério