Para ti, querida Dulce!

Estamos hoje, aqui, porque a Dulce partiu antes dos seus sonhos mas, partiu embalada pelas luzes de Natal que brilham na sua viagem ao encontro do Senhor.

Era o tempo que a Dulce mais adorava e, agora que o tempo já não conta, pode, certamente, sem as canseiras da vida, deliciar-se na paz da sua nova morada, com esta eterna magia de Paz.

Com a Dulce partiu também um pouco de todos nós, especialmente os que, nos últimos meses, sentiram a sua força interior, a sua capacidade de aceitar o sofrimento, a sua capacidade de esperar sempre por todos os que ela tanto amava e a sua capacidade de perdoar e agradecer até os que com ela rezavam.

Para todos os familiares e amigos e, de modo muito particular, os que estiveram sempre ao seu lado, especialmente, nestes meses difíceis ficam as palavras da Dulce saídas do fundo coração: “Muito obrigado por tudo. Estou em paz”

Ficaram certamente muitas palavras por dizer. Percebemos que, apesar do seu sofrimento, gostaria de fazer mais por todos os que lhe eram mais queridos.

Descobrimos todos, talvez muito tarde, quanto a Dulce gostava de todos os seus familiares. Na sua doença, na sua dor a Dulce deixou-nos um exemplo, mais do que isso, deixou-nos um legado: a alegria e a paz que só uma família e os amigos podem dar.

Todos gostaríamos de vê-la ir mais longe, voar pelo menos um pouco mais alto. Continuar a ver o renovar das plantas, que ela tanto amava, descobrir sempre com encanto e alegria imensa as primeiras flores que todos os anos despontam.

Assim não aconteceu, talvez por enganos nossos, erros ou pequenas desatenções de todos nós que somos humanos e transitórios neste nosso peregrinar.

“Todas as coisas têm o seu tempo, e tudo o que existe debaixo dos céus tem a sua hora. Há tempo para nascer e tempo para morrer”.

A Dulce aceitou e soube aceitar o seu tempo colocando no Senhor a sua Esperança e dando testemunho da sua fé até nos momentos mais difíceis.

Para todos uma palavra de agradecimento e de mim um grande beijo de gratidão.

 

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Flores para a Dulce

“Todas as coisas têm o seu tempo, e tudo o que existe debaixo dos céus tem a sua hora.

Há tempo para nascer, e tempo para morrer.”

Adeus Dulce!???????????????????????????????

Velório  na Igreja de Benfica, Domingo, dia 21 de Dezembro a partir das 16H30

Missa de corpo presente, segunda-feira, às 10H45,

Cortejo fúnebre às 11H15 para o cemitério do Alto de São João onde, pelas 12H00, decorrerá a cerimónia de cremação.

“Em Deus, cuja promessa proclamo, Em Deus ponho a minha confiança. Nada temerei.” (Sal.55.5)

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A MORTE NÃO É TUDO

DulceOlá Manuel! Olá família! Olá amigos!…

A Morte não é nada, não é tudo, não é o fim!… Eu apenas passei para o “quarto” seguinte! Calma! Nada de excecional aconteceu! Tudo permanece como é… como tem sido… como sempre foi!

Eu sou eu. Tu és tu. O que fomos um para o outro ainda somos! O que vivemos juntos permanece intocado, imutável! Chama-me como sempre me chamaste!

Fala-me como sempre me falaste!
Não mudes o tom para triste ou solene…
Continua a rir com aquilo que nos fazia rir juntos!
Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.
Deixa que o meu nome seja uma palavra comum em casa, como sempre foi… como sempre se pronunciou, sem nenhuma tristeza, sem nenhuma saudade.

A vida continua a ter o significado que sempre teve;
existe uma continuidade absoluta, inquebrável…

Eu sei que não estou… nem ficarei esquecida! E tenho a certeza de que nunca se esquecerão de mim! Não estou longe!
Aliás… estou muito perto de vós…
Apenas do outro lado do caminho…
Não se entristeçam, tudo está bem!

No meu e no teu coração, está a ternura que sempre tivemos um pelo outro!
Isso nunca acabará! Até o nosso reencontro!
Seca as tuas lágrimas e, se me amas como eu a ti, não chores mais…..

Está tudo bem!

(Adaptação de uma oração atribuída a St.º Agostinho)

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A Dulce partiu na Paz do Senhor

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O medo vem com a noite

As palavras da Dulce são cada vez mais escassas, os movimentos cada vez mais dolorosos e até respirar parece um grande esforço.

O dia corre devagar com breves pedidos para atenuar as dores dos rins, com fármacos sempre a correr e o monitor a revelar os altos e baixos do bater do coração.

Com a noite todos os receios aumentam e a Dulce tenta sempre preparar-se, muito antes de nos ver partir.

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A tarde de aflição e a noite difícil

A tarde da Dulce foi de aflição. Uma dor nos rins, a falta de ar nos pulmões e o coração com dificuldade em suportar o peso da dor.

Várias vezes a Dulce pediu para que as mãos que estavam a seu lado não se afastassem. Várias vezes tentou descobrir se os pés estavam a ficar frios, apesar do calor que lhe invadia o corpo.

Era difícil normalizar, ou pelo menos acalmar a dor e ansiedade, que ameaçavam descontrolar tudo. Importantes foram os momentos de oração e a bênção no final do dia.

Felizmente, alguns pedidos da Dulce tiveram resposta mas a dor que circulava pelo corpo continuou pela noite dentro a atormentar o corpo já debilitado juntamente com o receio de ficar só…

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Quando as tardes são longas…

Os dias não são fáceis para a Dulce que luta por poder respirar, sem aflições, presa à cama do hospital.

A falta de oxigénio e a febre que surge quase todos os dias ao fim da tarde deixam uma mágoa difícil de apagar.

A dor “sente-se” nos pensamentos, nas palavras omitidas para não assustar ninguém mas não se pode disfarçar na agitação na procura pela melhor posição para poder apenas respirar e esperar que a crise passe.

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